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  • Thais Verona

"É normal! Todo mundo toma remédio lá."

“É normal! Todo mundo toma remédio lá”. Essa foi a resposta que recebi de uma menina de 21 anos, quando perguntei a ela como era se desculpar por chegar atrasada ao trabalho quase todos os dias, por conta do efeito que os remédios indicados pela psiquiatra causavam. Essa não era a primeira vez que ela fazia tratamento para o que chamava de excesso de ansiedade – o sintoma disso era dificuldade pra dormir - mas segundo ela mesma, os remédios só a faziam sentir-se sem ânimo pra nada.



Essas histórias se repetem há anos em meus atendimentos e não pense que são de pessoas com poucos recursos financeiros ou acesso limitado à informação – bem ao contrário. Na maioria das vezes, são pessoas acostumadas a olhar pra si mesmas apenas como um corpo físico e, portanto, acostumadas a “fazerem ajustes químicos” cada vez que um mal estar como ansiedade, dificuldade pra dormir ou relaxar, surge em suas vidas. Não é incomum também essas mesmas pessoas dizerem que “não gostam de conversar” quando questiono se já procuraram ajuda de um psicólogo antes de iniciarem o tratamento com remédios.


Mas aí vem a pergunta: É isso que somos? Apenas um corpo físico que precisa de ajustes de vez em quando pra performar melhor? E será mesmo que a alegria, a plenitude e o bem estar estão contidos em pílulas vendidas em caixas com tarja preta? Respeito os que acreditam que sim, mas isso não faz sentido algum pra mim e me pergunto onde foi parar nossa capacidade de discernir entre o que é doença de fato e o que é alerta de que devemos rever nosso estilo de vida, questionar nosso modo de caminhar e adotar novos hábitos.


E você? Já parou pra pensar nisso? Compartilha sua opinião aqui!


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